29 setembro, 2010

DESILUSÃO


            O que poderíamos falar sobre esse tema tão controverso quanto a desilusão nos relacionamentos humanos. Acordei pensando nisso, e resolvi escrever esse post.
            Vejam se concordam comigo: a desilusão está intimamente ligada às expectativas não realizadas. Esperamos demais dos outros, esperamos demais de nós. E cria-se uma bola de neve de sentimentos conflituosos quando o que esperávamos não se concretiza. Daí, resulta o ressentimento, a mágoa, o ódio por si mesmo, a crítica e a auto-crítica destrutiva. Essa é das piores.
            Dias atrás, me desiludi com um amigo, e passei a semana em torno do luto dessa amizade. Trabalhei meus sentimentos de perdão, e segui em frente. Como devemos fazer na vida.
            Mas, ao que parece, nem tudo é muito simples. O “amigo” reapareceu das trevas, com desculpas não muito consistentes, e eu, que sou uma pessoa nada rancorosa geneticamente falando, tive a paciência de ouvir todas aquelas histórias para boi dormir. Moral do negócio: perdoei, mas não vou esquecer. Ainda preciso de tempo para “curar” as feridas do desapontamento e da desilusão.
            Nós devemos ter expectativas sim, mas conosco. E de forma gentil se por um acaso não conseguirmos concretizar o tal plano como assim o determinamos. Nada de ficar nos ofendendo diante do espelho, ou usar frases do tipo: “...Mas você é estúpida mesmo, garota”!
            Não precisamos de mais gente com os dedos apontados para nós. Portanto, na próxima desilusão que tiver, seja com amigo, namorado, mãe, pai, nada de ficar se criticando por ter feito “isso” e não “aquilo”. Levanta a cabeça, bota aquele salto, respira fundo e vai para o shopping bater umas pernas para relaxar. Mas com parcimônia, menina! E se meu comentário brincalhão não der certo com seu ânimo, saiba que essa fase passa. Nada é permanente na vida, nem nossas desilusões.

Por: Katia Barb
       
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